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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

SEM RABECÕES FUNERÁRIAS FAZEM A "FESTA" EM TODAS AS CIDADES

Combinação não impede disputa desleal por clientes


Em Montes Claros, carros de funerárias trasladam corpos. Segundo moradores, quem transporta costuma fazer sepultamento: “No caso do acidente com meu irmão, a família ficou tão abalada que logo se preocupou em contratar o serviço da funerária que transportou o corpo”, diz aposentado que perdeu um irmão


A falta de necrotérios para a Medicina Legal e de veículos de traslado para a Polícia Civil, os chamados rabecões, pôs nas mãos de algumas funerárias do interior de Minas o controle sobre quase todo o processo que envolve sepultamentos nesses municípios. Cidades como Bom Despacho, no Centro-Oeste mineiro, usam até os laboratórios das empresas fúnebres para periciar os cadáveres. “Nós, legistas, achamos bom, porque de outra forma ficaria difícil de trabalhar. Só que há empresas que aproveitam para negociar seus serviços com os familiares”, conta um médico do Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte, que não tem permissão oficial para dar entrevistas, mas trabalhou em muitas cidades e conhece de perto essa realidade. “Como são só os carros de funerárias que recolhem mortos, a polícia criou um rodízio para dar chance a todas. Só que muitas delas recebem dicas dos policiais e furam a fila para ganhar mais um cliente”, afirma o legista.

Os veículos de funerárias particulares recolhem corpos em sistema de rodízio em cidades grandes do interior, como Montes Claros e Pirapora (Norte de Minas), Pouso Alegre (Sul de Minas), Ouro Preto e Ponte Nova (Região Central do estado). O esquema é diferente do que ocorre em Belo Horizonte, onde funerárias instaladas em hospitais são confundidas com o serviço hospitalar e aproveitam para conseguir clientes. Algumas empresas chegam, segundo relatos de trabalhadores do setor e parentes de mortos, a subornar policiais civis para que levem corpos que deveriam seguir para o Instituto Médico Legal diretamente para as funerárias, que têm seus próprios médicos para lavrar atestados de óbito, como mostra o Estado de Minas desde domingo.

Em Montes Claros, o sistema de rodízio no transporte de corpos funciona para suprir a falta de rabecão na cidade. O delegado regional de Montes Claros, José Messias Sales, diz que, apesar do acordo, a família não é obrigada a contratar os serviços da funerária que leva o corpo até o IML. “Não existe essa obrigação, isso é um mercado”, admite. “Como o Estado enfrenta deficiências, fizemos um acordo com as empresas funerárias, que também têm interesse na questão. Mas a funerária de plantão é responsável somente por transportar o corpo para o IML”, diz Sales.

Na prática, porém, quase sempre a funerária que transporta o corpo até o IML também acaba fazendo os funerais. “O que acontece é que a família, já fragilizada por causa de uma perda numa tragédia, não se preocupa com a questão financeira. Aí, aceita a proposta da funerária que já recolheu o corpo no local do acidente. É lógico que a funerária leva alguma vantagem em cima disso”, afirma um servidor aposentado de Montes Claros, que, recentemente, perdeu um irmão em um acidente na BR-135. “No caso do acidente com meu irmão, a família ficou tão abalada que logo se preocupou em contratar o serviço da funerária que transportou o corpo”, acrescenta. Em outubro, o motorista Oswaldo J. B. perdeu um filho de 20 anos em um acidente em Montes Claros e conta que a família acabou contratando a mesma funerária que levou o corpo ao IML. “Como a funerária praticamente já estava com o corpo, ficava mais fácil ela fazer o serviço”, afirma Oswaldo. Os serviços funerais foram contratados por R$ 2,4 mil e serão pagos com o dinheiro do seguro Dpvat, revelou o motorista.

ABORDAGENS

Além de permitir direcionamento, o sistema de rodízio não é capaz de impedir que familiares sejam abordados por várias funerárias. Há casos frequentes em que vários carros de empresas correm para atender a uma mesma ocorrência , com os agentes funerários entrando em disputa pelo serviço. No último sábado, o motorista Antonio Geraldo Santos, de 52 anos, morreu depois de uma batida entre duas carretas na BR-251, próximo ao povoado de Curral de Varas, município de Grão Mogol. Momentos depois da batida, chegou ao local um carro da filial em Grão Mogol da Funerária Bom Pastor, acionada pelo perito por ser a “plantonista” da semana para transportar os corpos. Mas, menos de uma hora depois, também apareceu um carro da Funerária Avelar (filial de Francisco Sá). O carro desta última permaneceu no local por cerca de 10 minutos, e foi retirado depois que o perito comunicou que o “plantão” era da Bom Pastor.

Depois de transportar o corpo de Antonio Geraldo Santos até o IML em Montes Claros, a Funerária Bom Pastor foi contratada para fazer os serviços de preparação do corpo, o traslado e o enterro, realizado domingo, em São João do Pacuí, também no Norte de Minas. Os serviços funerais foram pagos pelo seguro feito pela empresa dona da carreta que ele conduzia, transportando material usado na fabricação de explosivos. “Às vezes, uma funerária está de ‘plantão’. Aí acontece um acidente e aparece no local o carro de uma outra funerária, que ficou sabendo primeiro do fato, por ter sido avisada antes. Não sabemos quem, mas pode ser gente da própria polícia rodoviária que passa a informação em troca de alguma coisa”, diz um comerciante do setor, que prefere não se identificar.

“Isso é completamente errado e caracteriza crime ou uma infração administrativa, passível de punição. Mas, para isso tem que ficar demonstrado que o policial agiu por algum interesse particular ou para receber algum tipo de favorecimento”, afirma a chefe substituta da delegacia da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Montes Claros, Heloisa Menezes. Segundo ela, todos os integrantes da corporação são instruídos a acionar sempre a perícia civil em casos de acidentes com mortos.
 
REPERCURSÃO
Leitores comentam no em.com.br

“Onde anda a fiscalização da prefeitura, direitos humanos, Polícia Federal? Trata-se de um aproveitamento totalmente descabível”.
André Lemos

“Isso não acontece somente na capital. No interior, as funerárias abusam também”.
Jorge Castro

“Oh, Justiça! Isto acontece deste que inventaram este seguro (Dpvat). Sempre foi assim e começa no necrotério do hospital. É só ir à porta do IML e ver muitos que tratam desses assuntos”.

Ricardo Gonçalves de Souza
 
Fonte:  http://www.em.com.br/

MP e PM IGNORAM AÇÃO DE "AGENTES" DE FUNERÁRIAS

Funcionários de funerárias aproveitam a desinformação e a dor de parentes de mortos para oferecer serviços, mas assédio não é investigado pela polícia ou Ministério Público.

“São verdadeiros urubus. Não respeitam nossa dor e o momento de tristeza que estamos passando”. Foi assim que a agente comunitária de saúde Elisângela Taffner, de 32 anos, definiu o assédio de representantes de funerárias num hospital de Venda Nova, onde o primo morreu no domingo. Depois do anúncio da morte, funcionários da empresa que tem uma sala ao lado do necrotério da unidade hospitalar abordaram a moça oferecendo o serviço. “Ela estava todo empolgada, falante. Quando dissemos que meu primo tinha um plano funerário, ela ‘murchou’ e perdeu o interesse na gente. Queria saber como descobrem que somos familiares de uma pessoa que faleceu”, afirmou Elisângela ao lado do caixão do primo, enterrado na tarde de ontem no Cemitério da Paz, na Região Noroeste da capital.

Situações como essa são frequentes, conforme o Estado de Minas vem denunciando desde domingo, como o assédio das funerárias em hospitais e até sobre agentes da Polícia Civil que dirigem os rabecões e levam os corpos para as empresas, e não para o Instituto Médico-Legal (IML).

Contudo, pouco pode mudar, já que a Polícia Civil informou que a corregedoria da corporação aguarda denúncias formalizadas para investigar, mesmo havendo apenas quatro rabecões em BH e outros quatro para atender a região metropolitana. O Ministério Público Estadual informou que não há qualquer investigação em curso sobre funerárias.

O presidente do sindicato das empresas funerárias de Minas Gerais, José Afonso do Real, admite que os esquemas existem, mas diz que a entidade é contra. “O setor das funerárias é honesto, mas acaba malvisto por causa da função e das atitudes de maus profissionais, como ocorre em toda profissão”, disse. “Estamos tentando informar as pessoas para que cobrem seus direitos. Assim, essas funerárias que têm essa atitude errada vão mudando de postura com o tempo. Não é fácil mudar ‘indústrias’ de 40 anos do dia para a noite”, admite.

CÓDIGO DE ÉTICA

De acordo com o presidente do sindicato, uma das formas de tentar acabar com a “indústria” que lucra com a dor alheia subornando funcionários públicos e conseguindo vantagens indevidas ´é por meio de um código de ética, que está sendo preparado. “Na sexta-feira vamos nos reunir e começar a planejar esse código de condutas para disciplinar a profissão. Quem não seguir pode ser desfiliado e investigado pelo Ministério Público”, disse.

Enquanto isso, pessoas como a agente comunitária de saúde Elisangela Taffner continuam fustigadam nos momentos mais difíceis. Segundo Elisângela, essa não foi a primeira vez em foi vítima da abordagem indesejada de agentes funerários.
Ela conta que, há quatro anos, quando o pai dela morreu, chegou a ser puxada pelo braço na porta do hospital, no Bairro São Cristovão, na Região Noroeste. “Era uma legião de funcionários de funerárias. Alguns já falam com a gente dentro do hospital, na sala da assistente social. Eles se apresentam, inclusive, vestidos com uniformes do hospital”, comenta. “São muito frios. Só pensam em dinheiro, não se preocupam com o que estamos sentindo. Acham que o dinheiro é mais importante do que qualquer coisa”, afirma.

A irmã dela, a educadora infantil Sheila Lopes, de 30 anos, também reclama do tratamento e diz que o assédio fez com que optassem por um serviço funerário mais caro na ocasião da morte do pai. “Como estávamos fragilizadas, nem mesmo pensamos na possibilidade de procurar um funeral mais barato. Pagamos cerca de R$ 2,5 mil na época, enquanto tem velório que sai até por R$ 1,2 mil. Falaram que poderíamos dividir no cartão de crédito e fizeram várias promessas de que o serviço seria de melhor qualidade”, conta a moça.
Fonte:  http://www.em.com.br/

terça-feira, 1 de novembro de 2011

EX- AGENTE REVELA TÁTICAS DE FUNERÁRIAS

DISFARCE DE ASSISTENTE SOCIAL É A ESTRATÉGIA MAIS COMUM



Baltazar (nome fictício) no Cemitério da Paz, no Bairro Caiçara: até métodos para cansar famílias são usados

Cansado de uma rotina de 20 anos disputando cadáveres em hospitais e prontos-socorros com outras funerárias, um homem que atuou como agente e chegou até a ter um estabelecimento fúnebre conta como funcionam o que ele chama de “quadrilhas” que tiram vantagens financeiras de pessoas desesperadas. “O sofrimento de quem perdeu um familiar e não tem tanto conhecimento do processo de enterro e funeral é o que move esse mercado”, define o senhor, de pouco mais de 50 anos. Temendo ser morto por integrantes desses grupos criminosos, que contaria inclusive com a ação de policiais, ele pediu para ser identificado pelo nome fictício de Baltazar.

O disfarce de assistente social, ele diz, é o mais comum. “Alguns enfermeiros e auxiliares ligam para as funerárias antes de os corpos serem liberados de UPAs e hospitais menores. Passam os contatos dos familiares dos mortos e recebem comissão. Há médicos e assistentes que até preferem que os urubus (como trata os agentes que usam métodos ilegais para conseguir mais sepultamentos) tratem com os parentes. É menos uma obrigação no dia cheio deles”, conta.

Nesse negócio, segundo Baltazar, as roupas e a sala das funerárias têm de dar a impressão de ser partes próprias da instituição hospitalar. “Quando vêm, os urubus já estão com um catálogo com caixões para serem escolhidos, velas, coroas de flores, dizeres, trajes. Tudo do mais caro possível. Às vezes o cadáver vai ser enterrado no dia seguinte, mas eles conseguem lucrar vendendo tratamentos para conservação de corpos, indicados apenas para velórios que vão demorar dias ou serão em outras cidades”, revela.

PROMESSA DE TRANSPARÊNCIA

O Hospital Odilon Behrens enviou um contrato por meio de sua assessoria de imprensa que especifica como obrigação da Funerária Santa Casa os funerais de indigentes e carentes, além da eliminação de membros amputados e órgãos. Porém, ainda que não previsto no contrato enviado, a assessoria confirmou que todos os óbitos são encaminhados para a empresa privada, mas que eles são obrigados a informar que não há obrigação de se fazer o serviço pela Santa Casa. Para evitar mais confusões, os funcionários seriam avisados e banners seriam afixados com essas informações pelos corredores. A assessoria de imprensa da Santa Casa informou que não recebe todos os parentes de mortos e que seus funcionários são treinados para deixar bem claro que o serviço funerário é inteiramente opcional. A Funerária Central nega que tenha recebido mortos que deveriam ir para o IML e afirma não ter médicos atuando para lavrar atestados em suas dependências.

O Lifecenter informou por meio de comunicado que dispõe, em seu andar térreo, da Sala da Família e do necrotério, onde são direcionadas todas as demandas referentes a óbitos. Seria um “local reservado no qual disponibilizamos o serviço funerário (terceirizado), a exemplo da maioria dos hospitais de BH”. Informou ainda que o prestador de serviços funerários seria questionado e “qualquer conduta inoportuna é passível de penalidades e não será tolerada”. Segundo a assessoria de imprensa do Conselho Regional de Medicina, médicos que vendem certidões e participam de procedimentos ilegais nas funerárias podem ser submetidos a investigações e sofrer restrições ao exercício da profissão. A Polícia Civil informou que não foram encontrados os registros de remoções de corpos das vítimas que acusam os rabecões de terem levado os falecidos para as funerárias, mas pede que as denúncias sejam registradas. A Prefeitura de BH também tacha de irregular a colaboração de funcionários de UPAs com funerárias. (MP)

CANSAÇO
Quando o parente de um morto resiste, entram em ação métodos para cansá-los e depois confundi-los. “Fazem de tudo. Somem com os documentos do morto. Atrasam a assinatura dos formulários. Com isso, ganham quase 12 horas. A pessoa fica exausta. O corpo começa a inchar. Falam que até a outra funerária chegar, o corpo vai ficar deformado, que o carro da funerária vai furar o pneu, que a ponte pode cair”, ironiza. “Os hospitais fazem vista grossa. Sei de uma funerária, por exemplo, que deu três ambulâncias para um hospital”.

Antes de chegar ao necrotério, alguns corpos começam a ser disputados por agentes funerários. “Dentro do próprio rabecão os policiais oferecem serviços funerários. Usam a confiança na corporação para indicar serviços melhores. O golpe aqui é não levar o corpo ao Instituto Médico Legal (IML)”, conta. Toda vítima de acidente ou morte violenta precisa ser periciado pela medicina legal. Só que as pessoas podem requisitar que um médico dê o atestado de óbito em casa. “Os policiais entregam o corpo para as funerárias e um médico deles é quem assina o óbito. Quando você paga a funerária, ele ganha uma porcentagem e o policial também”, afirma. (MP)

PROJETO DISCIPLINA FUNERÁRIAS

Tramita em segundo turno na Câmara Municipal de Belo Horizonte o Projeto de Lei 1.577/2011, de autoria do vereador Wagner Messias, o Preto (DEM), que visa obrigar que os hospitais entreguem diretamente a familiares os atestados de óbitos e quaisquer outros documentos relativos aos mortos. “Apenas os familiares poderão receber esses documentos, ficando assim livres para escolher a empresa que desejarem para fazer o funeral”, disse o vereador. De acordo com Preto, ele mesmo foi vítima da ação de funerárias e hospitais. “Quando meu pai morreu, fomos procurar saber e o corpo dele estava na funerária, com os procedimentos todos já até sendo feitos. Isso é uma falta de respeito. Mandamos parar tudo e tiramos ele de lá”, conta.

FAMÍLIAS DENUNCIAM ABORDAGENS E RAPIDEZ NO CONTATO DE FUNERÁRIAS

"Alguém passa nosso telefone", diz parente.


José Vieira e Cristina dizem que corpo do irmão dela foi direto para funerária. "Um absurdo", diz ele.

O encontro com o lado mais macabro da indústria dos funerais não sairá tão cedo da lembrança do ourives Alexandre Antônio da Silva, de 32 anos. “Uma gente mal-encarada e perigosa”, define. Ele queria ajudar a família da esposa a enterrar a sua sogra, Elizete Silva Santos, de 56. A senhora morreu em casa, no meio da madrugada, na última quinta-feira. “Tentei chamar o rabecão, mas ninguém atendeu. Decidimos ir ao Instituto Médico Legal (IML)”, lembra. Lá, ele teve a primeira visão de homens que tentam controlar enterros e velórios. “Tinha um cara vestido de bombeiro dentro do IML. Ele nos abordou querendo nos convencer a usar os serviços de uma funerária”, afirma.
O procedimento padrão seria chamar o rabecão e esperar que o corpo passasse pela medicina legal, onde se determina a causa da morte para apurar eventuais crimes. Para evitar isso e tentar faturar mais, o suposto bombeiro iniciou uma pressão psicológica sobre as filhas da falecida. “Falou que iam cortar o corpo da minha sogra todo no IML. Que iam acabar com ela. Por isso era melhor levar para a funerária, onde havia médicos para fazer o atestado de óbito”, lembra Alexandre.

Na funerária, outra figura surgiu, vestindo um jaleco sujo e manchado, com os braços, o pescoço e os dedos cobertos por joias de ouro. Era o médico que faria o atendimento. “Parecia um mafioso ou bicheiro mesmo. Chegou de dentro da funerária e disse que estava fazendo um favor para a gente. Uma ação beneficente. Deu uma carimbada e assinou o atestado de óbito”, lembra. Porém, Alexandre tem certeza que a recompensa do médico seria paga pela funerária. “Cobraram muito mais caro. Só que, no estado em que a gente estava, no meio daquela gente, assinava qualquer coisa”. O custo do enterro na mesma funerária é R$ 1.350, mas a família acabou pagando R$ 1.900.
 
REVOLTA:

O sofrimento de ter perdido o irmão bloqueou o raciocínio da dona de casa Maria Ângela Expedito, de 60. Ainda triste, ela só descobriu que o atestado de óbito estava dentro de uma funerária quando já tinha pago um valor muito acima do de mercado pelo caixão, coroa de flores e ornamentações. Passada a dor, veio a revolta. “Minha mãe ficou revoltada com os abusos que os agentes fizeram ela p*assar. Foi muita demora, ameaças de que o corpo ia ficar deformado antes que outra funerária chegasse. Por isso ela resolveu pagar um plano funerário”, conta o filho dela, o vendedor Adilson Ângelo Expedito, de 32 anos. Não adiantou. Nesta quinta-feira, dona Maria Ângela morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Centro-Sul. Mesmo com todos os parentes sabendo sobre a cobertura para o enterro, eles ainda receberam vários telefonemas com ofertas de funerárias.


Ezequiel e um irmão em frente à sepultura da mãe:
Ele reclama de seguidos telefonemas de três funerárias
 “Só pode ser algum funcionário da UPA que avisou a essas funerárias. Meu pai ficou revoltado. Brigou com eles no telefone”, protesta outro filho de Maria Ângela, o vigilante Ezequiel Expedito, de 29. De acordo com os dois irmãos, a mãe faleceu por volta das 10h. “Fomos para casa para avisar os parentes. Lá pelas 14h as funerárias começaram a telefonar. Foram umas três diferentes. Com certeza alguém ganhou algum (dinheiro) para passar o telefone da gente e o nome dela”, afirma Ezequiel.

Todos os níveis sociais estão sujeitos os esquemas de funerárias instaladas em hospitais para lucrar com a dor. No caso da morte de Maria Madalena da Silva, 86, o neto dela diz que o próprio médico do Hospital Lifecenter orientou sobre o procedimento. “Ele nos disse que devíamos ir ao subsolo para liberar o corpo. A pessoa que nos atendeu começou a falar de enterro, queria mostrar um álbum com os caixões. Foi quando desconfiamos de que se tratava de uma espécie de venda casada e recusamos tudo”, disse o advogado Guilherme Ferreira e Oliveira, de 27, um dos netos. “Na hora, estava muito triste. Depois, fiquei com essa afronta na garganta. Estou aliviado em denunciar esse esquema”, desabafou.
 
O PAPEL DE CADA UM

Agentes funerários de apoio

São contratados das funerárias que ficam dentro dos hospitais públicos e particulares. Para enganar suas vítimas, se fingem de assistentes sociais para que as pessoas pensem que são empregados de um serviço do hospital.

Médicos e enfermeiros

Alguns profissionais entregam a relação de óbitos diretamente para o ponto de apoio das funerárias. Depois, apenas encaminham os familiares para lá, sem dizer que se trata de um serviço privado e opcional.

Policiais do rabecão

De acordo com as denúncias, há policiais recebendo porcentagem e até salário de funerárias sobre cada morto que deixam de entregar no Instituto Médico Legal. Eles levam os corpos para dentro das funerárias.

Funcionários na porta do IML

Povoam os arredores e a porta do Instituto Médico Legal. São responsáveis por convencer pessoas que chegam para liberar corpos de parentes ou reconhecê-los a utilizar os serviços de suas empresas.
 
Fonte: http://www.em.com.br/

RODÍZIO DE FUNERÁRIAS TAMBÉM NO HGE, DENUNCIAM FAMILIARES

Uma nova denúncia feita por familiares de pessoas mortas revelam que o rodízio de funerárias acontece também no Hospital Geral do Estado (HGE). Na última sexta-feira, a reportagem do Tudo na Hora mostrou um ofício em que era determinado a funcionários do Instituto Médico Legal de Maceió (IML) indicar quatro funerárias de plantão a parentes de vítimas que tinham seus corpos encaminhados ao órgão.


Na manhã desta segunda-feira (31), a reportagem voltou ao IML para conversar com famílias de vítimas da violência no fim de semana e saber se havia sido suspenso o rodízio de plantões funerários dentro do órgão público, quando recebeu denúncias de que as abordagens e aliciamento de funcionários de funerárias começam ainda no Hospital Geral do Estado.

"Tive meu tio e sobrinho baleados durante o fim de semana na cidade de Jequiá da Praia e que terminaram morrendo no HGE. Quando fui encaminhado para o setor de assistência social, já fui procurado por um agente de funerária de plantão para contratar serviços funerários. Nem precisou chegar no IML", disse Claudécio Alves dos Santos.

A coordenadora do Serviço de Assistência Social do HGE, Tânia Teodósio, disse desconhecer a prática de qualquer indicação de serviço funerário pelo setor. No entanto, afirmou que qualquer denúncia por parte da população deve ser feita com nome do funcionário para que se possa instaurar sindicância administrativa. "Qualquer caso que chegue ao nosso conhecimento será rigorosamente apurado", assegurou.

Na última sexta-feira, o presidente do Sindicato das Funerárias de Alagoas, José Ferreira dos Santos, disse não haver nenhuma ilegalidade em se fazer um rodízio de plantão de funerárias dentro de órgãos públicos. Ele disse que era apenas uma forma de organizar o fornecimento dos serviços, segundo ele considerado essencial, e que qualquer estabelecimento do estado pode participar do sistema de plantão.

Para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Procon, o rodízio de plantão é ilegal por ferir o Código de Defesa do Consumidor e a livre concorrência. "As pessoas não podem perder o direito de escolher qual o serviço quer contratar. Em um momento de fragilidade e dor, este tipo de aliciamento é uma prática abusiva que precisa ser evitada", afirmou o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB, José Tenório Gameleira.

Ainda nesta segunda-feira, o diretor da Perícia Oficial do Estado, coronel Liberato, deve determinar a instauração de inquérito policial para apurar a denúncia de rodízio de funerárias no IML.

MÁFIA LUCRA COM SEGURO DPVAT

Funerárias e advogados aproveitam momento de dor de parentes para intermediar liberação do Dpvat, pago quando há morte no trânsito. Há casos em que ficam com todo o dinheiro.

Entre pessoas que se movem enfaixadas, amparadas por outras que as ajudam a entrar no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, no Bairro Santa Efigênia, Região Leste de Belo Horizonte, há quem busca apenas respirar um pouco fora da instituição para tentar aliviar a dor de ter perdido um parente ou amigo. Se em meio a essa tristeza alguém mencionar que a morte se deu por acidente de trânsito, vai descobrir que não está sozinha. Espreitando potenciais clientes, logo aparecem representantes de empresas especializadas em lucrar com a liberação do seguro de danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre, o Dpvat. Como agentes funerários infiltrados em hospitais e as funerárias que desviam corpos do Instituto Médico Legal (IML), essa ação de atravessadores é mais um lado da indústria macabra que lucra com a morte, como mostra desde ontem o Estado de Minas.

O lucro com a liberação do seguro é alto. Qualquer pessoa que se acidenta no trânsito, seja vítima ou causador, tem direito ao seguro. No caso de morte, o valor do prêmio é de R$ 13,5 mil. É aí que agem os atravessadores dos escritórios de advocacia, associados a instituições financeiras e funerárias. Quando encontram parentes pobres e desesperados, com dificuldades para arcar com as despesas, eles oferecem adiantamentos. A simples contratação desses serviços, porém, resulta no comprometimento por contrato de 20% a 30% do valor bruto do seguro, ou seja, de R$ 2.700 a R$ 4.050. Isso, sem contar com os custos das funerárias associadas a esses serviços. No fim das contas, depois do prazo de 30 a 40 dias para que o Dpvat seja liberado, o beneficiário da vítima se vê com pouco ou nenhum dinheiro.

Poucas pessoas lesadas acionam na Justiça escritórios que atuam com o Dpvat. Dos nove processos que tramitam no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em apenas um houve condenação por apropriação indébita. O caso foi julgado em 2003 e se refere a um intermediário, representante de uma funerária da cidade de Monte Carmelo, na Região do Alto Paranaíba. Dos R$ 6.754 do prêmio do seguro, o agente funerário descontou R$ 2.604 pelo velório e enterro e devolveu apenas R$ 2.100, tendo embolsado R$ 2.050. Além de devolver essa quantia, a Justiça condenou o réu à prestação de serviços sociais.

Nos demais casos, os agentes foram absolvidos. De acordo com a Seguradora Líder, que administra o Dpvat, não é ilegal intermediar a liberação do seguro, ainda que se insista para que as pessoas não façam isso por meio de terceiros, já que as próprias vítimas e seus beneficiários podem receber o prêmio sem custos de operação. Alguns especialistas, no entanto, consideram que beneficiários do seguro podem pedir anulação desses contratos na Justiça nos casos em que a empresa se aproveita de um momento de desorientação das famílias.

Os escritórios fazem mais do que apenas prover os processos de movimentação. A reportagem apurou que eles incluem em seus custos o pagamento a pessoas que trabalham ou têm acesso às informações sobre os óbitos, reduzir o tempo de reunião de documentos, e até ao relatório policial que descreve as circunstâncias dos acidentes.
 
“AJUDA"

Na porta de entrada de visitas do HPS, o EM constatou que atravessadores abordam rapidamente quem chora a morte de um familiar no trânsito. Menos de um minuto depois de a reportagem simular a perda de um parente, uma mulher se aproximou com um panfleto e um cartão na mão. Os dois papéis propagandeiam que quem sofre acidentes pode receber o seguro Dpvat. “Sou de um escritório de advocacia no Centro. A gente ajuda vocês a liberarem o seguro. Para mortes o valor é de R$ 13.500”, disse.

Quando perguntada se poderia ajudar com o funeral, a agente do escritório usou o telefone celular para consultar a empresa. “Eles podem adiantar o dinheiro. Mas vão lá para conversar com eles”. O prédio do escritório funciona na Rua Tamoios. O próprio porteiro já sabe do que se trata, tamanho o volume de clientes. “É o escritório do Dpvat, não é? 19º andar”, indica.

O escritório ocupa o andar inteiro do edifício, com secretárias, pastas com processos sobre as mesas e movimento razoável de clientes. Uma advogada e um homem que se identificou como gerente da empresa descrevem o serviço numa sala ampla, depois de servirem café e água. “Fazemos uma consultoria. No caso do Dpvat, toda pessoa que se envolve em acidente tem direito, ou os seus beneficiários. Cobramos uma comissão de 30% do valor”, disse o gerente.

Enquanto eles negociam, outro funcionário anota os dados do morto, como o nome dos pais e o local do óbito, para conferir no hospital e na polícia. Com essas informações, os advogados optam pelo caminho a seguir no processo, podendo incluir até pedidos de indenização contra empresas de ônibus e órgãos públicos envolvidos, por uma comissão ainda a ser acertada.

Em meio a dúvidas sobre o funeral do parente fictício, o gerente revela que o escritório é uma filial de uma empresa que tem os mesmos serviços no Rio de Janeiro. “Vamos adiantar para vocês o dinheiro. Vocês podem fazer o funeral e tudo mais com tranquilidade e a gente desconta do valor do Dpvat. Só não consigo esse dinheiro hoje, porque já está tarde e o recurso vem do escritório central, no Rio”, afirma o advogado. A assessoria de imprensa da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) informou que não tem conhecimento desses casos de abordagens para oferecimento de liberação do seguro Dpvat que ocorrem fora do hospital.

PALAVRA DE ESPECIALISTA:

NEGOCIAÇÃO PODE SER ANULADA



DIAMANTINO SILVA FILHO - advogado, ESPECIALISTA EM DIREITO PÚBLICO


Os contratos para intermediação do Dpvat feitos em circunstâncias estranhas, e que incluem comissão, podem ser considerados ilegais. O serviço é captado numa situação em que a pessoa não está raciocinando direito e os papéis são assinados num momento de extrema desorientação das famílias. Escritórios tiram proveito dessa situação e as vítimas que se considerarem lesadas devem entrar com ações judiciais pedindo a anulação desses contratos.

ESCRITÓRIO AVISA SOBRE MORTE

A notícia do atropelamento do pai da psicóloga Cláudia Costa Moreira, de 33 anos, não foi dada por um parente próximo, uma testemunha do acidente ou pelo serviço médico de urgência. Foi um representante de um escritório de advocacia especializado em indenizações por acidentes de trânsito quem procurou a família da moça em casa para informá-los do fato como também indicar o serviço de requerimento do seguro Dpvat. Como estavam sem condições financeiras para pagar o funeral, a empresa ofereceu um adiantamento à família para custear o velório e o enterro, mas eles optaram por um pagamento parcelado com cheques. Mas, frágil pelo momento de luto, a moça então assinou vários papéis e delegou aos advogados a autorização para receber o valor do seguro para vítimas de acidente de trânsito. A ‘boa ação’ da empresa, no entanto, teve preço e custou à família 30% do valor da indenização de R$ 13,5 mil.

O acidente ocorreu em 2007. Quando atravessava o cruzamento da Rua da Bahia com Avenida Augusto de Lima, no Centro de Belo Horizonte, o pai de Cláudia foi atingido por um ônibus. “Não faço ideia de como o advogado ficou sabendo da morte dele, mas o fato é que vieram aqui em casa, me levaram ao IML e ao cartório no carro deles e providenciaram a documentação”, conta.

Em cerca de 30 dias o dinheiro foi liberado. Foi quando Cláudia foi chamada no escritório para receber os 70% restantes do dinheiro. “Eles mesmos sacaram o dinheiro e me deram a nossa parte por meio de um cheque. Nem sei se nos pagaram o valor correto”, desconfia. A psicóloga afirma que no momento em que foram abordados não sentiram que o advogado foi invasivo por causa da situação. “Se fosse hoje, daria entrada no seguro com meu advogado, porque a taxa é abusiva”.

Fonte: http://www.em.com.br/

domingo, 2 de outubro de 2011

A CRIANÇA QUE CALOU O MUNDO EM 06:42 MINUTOS!

Ví, ouví e gostei.
Recomendo a todos fazerem a mesma coisa e ir mais além... Agir e reagir contra esse mundo corrupto!
Basta de sujeiras, fantasias, utopias...


A Menina Que Calou o Mundo em 1992.
Façam Este Vídeo Ter "ECO" Pelo Mundo Todo.

O evento foi a Eco/92 realizado de 03 a 14 de Junho de 1992 no Rio de Janeiro/RJ/Brasil.
Discurso feito em 1992, mas atualíssimo, serve para os dias de hoje.


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

MINEIRO MATA COMPANHEIRA NOS EUA

Segundo parentes do casal, crime aconteceu motivado por ciúmes. Família da vítima tenta trazer o corpo para o Brasil




“Esse acontecimento arrasou as duas famílias”. Foram com essas palavras que a mãe do técnico em contabilidade Marcelo Alves de Almeira, de 41 anos, Carmen Machado Alves, 67, se referiu ao assassinato que teria sido praticado pelo filho dela nos Estados Unidos e que teve como vítima a namorada com quem ele tinha um filho de cinco anos, Patrícia Teixeira Fróis, 24.


O crime ocorreu na manhã da última segunda-feira (26), no prédio onde o casal morava na cidade americana de Marshfield. Ela teria sido surpreendida por Marcelo no corredor do prédio, momento que ele começou a deferir golpes de faca contra a brasileira. Após o crime, Marcelo tentou se matar e teria se ferido com a mesma faca. Ele teria tentado fugir, mas foi localizado pela polícia e levado para um hospital onde permanecia internado até o fechamento desta matéria.

Patrícia Teixeira Fróis teria sido atacada com golpes de faca, desferidos pelo namorado.

A equipe de reportagem do DIÁRIO DO RIO DOCE foi às duas cidades vizinhas a Governador Valadares, Frei Inocêncio e Mathias Lobato, para ouvir as famílias de Patrícia Fróis e de Marcelo de Almeida. Para as duas famílias, o crime pode ter sido praticado por ciúmes que Marcelo tinha por Patrícia. Os dois chegaram a ter um filho no Brasil, um menino hoje com 5 anos idade, que mora com a avó materna, a funcionária pública Rosa Fróis Teixeira, de 46 anos.

Rosa Fróis, de 46 anos se emociona a comentar sobre a tragédia

Em meio às lágrimas, a servidora pública disse ter sido avisada por familiares sobre o ocorrido com a filha nos Estados Unidos. Durante a entrevista, Dª. Rosa se emocionou por várias vezes ao falar da filha. A Srª. Rosa contou que após as crises de ciúmes de Marcelo, Patrícia decidiu sair de casa e ir morar com um casal de amigos, no mesmo prédio onde morava com o então companheiro. O casal chegou a se separar por alguns meses, mas após um pedido da mãe, Patrícia reatou o relacionamento com o técnico em contabilidade. Há 15 dias, o casal tornou-se a se separar.

AMEAÇA

Dona Rosa disse que teria sido ameaçada de morte por telefone pelo genro. Ela chegou a conversar na última sexta-feira (23) com Maecelo, quando este lhe pediu que tentasse convencer a filha a reatar o relacionamento com ele. Apesar desse pedido, disse a minha filha para não voltar, pois ela já havia sido machucada por ele. Pedi até para que ela saísse do prédio em que morava, disse.

As agressões, segundo Dª. Rosa, eram apenas verbais por causa de ciúmes. Ele me disse que o mal da minha filha era ser muito trabalhadeira e que ele tinha muito ciúme dela. Se eu pudesse me encontrar com o Marcelo, a única coisa que diria, é que ele não cumpriu com a promessa feita a mim de que cuidaria da Patrícia. Peço a Deus para tomar conta dele. Quero também que a justiça terrena seja feita, declarou.

Srª. Rosa disse ainda que não guarda mágua da família do genro. Para a mãe do Marcelo, a aposentada Carmen Alves, o relacionamento do filho com Patrícia começou a ficar conturbado há seis meses. Dava muitos conselhos a ele, que chegou a dizer que iria se matar. Infelizmente acontece uma coisa dessa que arrasou com as duas familias, declarou.

A família de Patrícia tenta agora juntar U$ 12.000,00 (doze mil dólares) para fazer o traslado do corpo de Patrícia para ser enterrado na cidade de Frei Inocencio - MG, onde a mesma morava com a família. Apesar de ainda não ter uma previsão, Dª. Rosa se disse esperançosa em conseguir realizar o enterro da jovem no Brasil.

Fonte: drd.com.br / quarta, 28/09/2011



quarta-feira, 21 de setembro de 2011

MOTORISTA DE CARRO FUNERÁRIO ESTAVA BËBADO

Um homem de 49 anos foi preso na noite de segunda-feira (20) na BR 153, no quilômetro 438, no perímetro urbano de Anápolis, a 55 km de Goiânia, após ser flagrado dirigindo embriagado. O homem conduzia um veículo funerário de Águas Lindas de Goiás e levava um caixão vazio para o Instituto Médico Legal (IML) de Anápolis.
Policiais rodoviários que estavam em ronda na região perceberam que o veículo estava trafegando na contramão e, após oito quilômetros, conseguiram abordá-lo. O motorista foi submetido ao teste do bafômetro, que registrou 1,24 miligramas de álcool por litro de ar expelido dos pulmões.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) acionou outro motorista da mesma funerária para que ele conduzisse o caixão ao IML. O motorista foi detido na delegacia de Anápolis e encaminhado para o presídio de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana, onde continua detido até a tarde desta terça-feira.

O gerente da funerária responsável pelo veículo, Adnei Batista, contou ao G1 que as providências já foram tomadas. “Ele foi demitido por justa causa. Isso é inaceitável, nós nos baseamos em parâmetros legais para trabalhar.”

Fonte: G1


terça-feira, 20 de setembro de 2011

PROJETO DE LEI PRETENDE DIFICULTAR AÇÕES DOS "URUBUS"


Com o Projeto de Lei nº 1577/2011, que disciplina entrega de laudo médico ou atestado de óbito por hospitais, clínicas, o vereador Preto pretende evitar o abuso dos chamados “papa-defuntos” que, em total desrespeito aos parentes do falecido, forçam à contratação dos serviços funerários, sem dar oportunidade de escolha. O abuso dos agentes das funerárias que mantêm plantões em alguns hospitais de Belo Horizonte com o intuito de receber os documentos que atestam o falecimento de algum paciente para, após, forçarem os familiares a contratar os seus serviços funerários, sem dar oportunidade de escolha. Os agentes funerários assumem para aqueles familiares a posição de um suposto “Assistente Social” e praticamente obrigam a utilização dos seus serviços. Caso a família se recuse a contratar os serviços oferecidos, o agente dificulta a liberação dos documentos referentes ao laudo médico ou atestado de óbito, inventando uma variedade de desculpas ou, até mesmo, extraviando referido documento. Os familiares, além do sofrimento de perda, enfrentam o tormento para a contratação de um serviço funerário decente para um ente querido.


 
Grifo meu: Deixo meu apoio a esse projeto, bem como a todos aqueles que de alguma forma vêm para acabar com essa safadeza em nosso meio.