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terça-feira, 29 de novembro de 2011

MÃE E DUAS FILHAS ASSASSINADAS EM SABARÁ

O suspeito do crime é marido da vítima e padrasto das jovens. No Barreiro, ex-companheiro inconformado com o fim do relacionamento matou a mulher.

Uma mulher e as duas filhas foram assassinadas no fim da noite de domingo no distrito de Ravena, em Sabará na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O crime chocou a população da região de chácaras conhecida como Fateiro. De acordo com militares da 15ª Companhia da Polícia Militar (PM), o suspeito do crime é Alessandro da Costa Andrade, 35, marido da vítima e padrasto das jovens.

Segundo a PM, por volta de 21h de ontem, um adolescente vizinho das vítimas encontrou o corpo das três às marges de uma rodovia perto de casa. Elas estavam feridas com perfurações por todo corpo, mas a polícia ainda não sabe qual objeto causou os ferimentos. Ainda segundo a PM, pode ser uma faca ou uma ferramenta cortante.

Marta Cristina de Andrade e as filhas G.A.N., 14, e Jéssica Cristina de Andrade Costas, 18, foram surpreendidas pela ação do suspeito que invadiu a casa para atacá-las. Segundo informações de familiares, na manhã de domingo Alessandro brigou com a mulher e com as enteadas. De acordo com a PM, uma testemunha viu o suspeito cometer o crime e fugir. A motivação do triplo homicídio ainda não foi esclarecida.

Segundo a polícia, Alessandro fugiu levando um bebê que seria filho do casal. A criança foi deixada no Bairro Aarão Reis, Região Norte de BH, na casa da avó. De acordo com a PM, Alessando já tem mandado de prisão em aberto por crime anterior.

Crime passional no Barreiro

Uma mulher foi encontrada morta durante a madrugada na Avenida Agave, Bairro Olaria, na Região do Barreiro em Belo Horizonte. Conforme a PM, Carla Aparecida dos Santos, 30 anos, dormia quando a casa foi arrombada pelo ex-companheiro, Rogilson do Rosário Silva, 33. Eles discutiram e o homem esfaqueou a vítima no pescoço.

A filha do casal relatou à polícia que acordou com gritos e ao chegar na sala viu a mãe caída. O pai fugiu no Chevette Cinza GLV8559, levando um adolescente de 13 anos que a polícia não confirmou se é filho do casal. A PM fez rastreamento e prendeu Rogilson dentro do carro na Rua Carmelita Coelho da Rocha. Ainda segundo a PM, o casal viveu junto por 15 anos e familiares relataram que o homem era agressivo e não aceitava o fim do relacionamento.  
 
Fonte: em.com.br

AGENTES FUNERÁRIOS PODEM SER DEMITIDOS

Prefeitura de São Paulo, através do Diário Oficial, convocou os 455 trabalhadores do Serviço Funerário para justificar suas atividades grevistas perante a CEI (Comissão Especial de Inquérito)

No diário oficial do dia 17 foi publicado na página 43 um texto que convoca os 455 trabalhadores do Serviço Funerário para, no prazo de 5 dias úteis, apresentar justificativa das faltas nos dias relacionados à greve.

A convocação está baseada na portaria 960/11 criada pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab para demitir os trabalhadores do Serviço Funerário que realizaram uma das mais combativas greves da categoria.

Os trabalhadores irão justificar suas atividades frente à CEI (Comissão Especial de Inquérito), criada pela portaria para "efetuar levantamento dos funcionários do SFMSP (Serviço Funerário do Município de São Paulo) que deixaram de executar suas funções; promover os respectivos procedimentos de exercício da pretensão punitiva da administração, tendo em vista o procedimento irregular de natureza grave praticado"(publicado no DOC 3/9/11).
Para punir os servidores, a prefeitura alega que “a paralisação das atividades pelos funcionários do Serviço Funerário do Município de São Paulo importa em descumprimento de deveres funcionais, prejuízo à eficiência do serviço (...) configurando procedimento irregular de natureza grave que os sujeita à demissão do serviço público municipal, na forma da legislação aplicável ” (Idem).

Este é um ataque sem precedentes ao direito de greve e à liberdade de organização sindical. A portaria, a criação da CEI e os inquéritos contra os Agentes Funerários que participaram da greve é uma aberração jurídica típica de uma ditadura.

O ataque aos servidores promovido pela ditadura Kassab é parte da ofensiva contra os direitos democráticos da população. O mini ditador aprovou diversas leis que atacam a população, a exemplo da lei que proíbe panfletagens nas ruas de São Paulo.

A cidade de São Paulo é uma bomba relógio. Todos esses ataques, somados a outros tantos ataques aos direitos dos trabalhadores e à sua organização, são uma tentativa dos patrões e do governo de conter a tendência de luta cada vez mais acentuada, impulsionada pela crise capitalista.

Os trabalhadores se rebelaram contra o arrocho salarial. A categoria está há mais de 20 anos sem reajuste e nessa última campanha salarial a prefeitura de São Paulo ofereceu um reajuste de 0,01%.

Somente com a própria luta, os trabalhadores vão passar por cima das tentativas do governo de impor essa ditadura.

É necessário iniciar uma campanha em defesa dos servidores e do direito de greve contra a ditadura de Kassab.

Fonte: http://www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=34016







quinta-feira, 24 de novembro de 2011

AGENTES FUNERÁRIOS PODERÃO SER PUNIDOS E ATÉ PRESOS

A reunião motivada pela intensificação de desacordos e até situações que chegam as vias de fatos entre agentes funerários na disputa de pacientes que vem a óbito dentro das dependências...



Com objetivo de estabelecer regras e garantir o cumprimento das leis já existentes nas esferas estaduais e municipais, as quais regulamentam o acesso de agentes funerários nas dependências de Hospitais, Postos de saúde e Maternidades, se reuniram na manhã desta quarta feira (23), na sede do Ministério Público da cidade de Jaru, representantes do Conselho de Saúde, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Agentes funerários, Secretario de saúde e diretoria do Hospital Municipal.

A reunião motivada pela intensificação de desacordos e até situações que chegam as vias de fatos entre agentes funerários na disputa de pacientes que vem a óbito dentro das dependências do Hospital Municipal da cidade de Jaru, fez com que as entidades ali representadas debatessem e estabelecessem regras rígidas que a partir da referida ocasião serão cumpridas, mediante pena de multa, cassação de alvará e até detenção de agentes funerários que acaso venham a descumpri-las.

Conforme consta na lei municipal de n° 870/2005 e a estadual de nº 1224/2003, é terminantemente proibido a instalação de empresas e escritórios de funerárias a uma distância que seja inferior a 200m de Unidades hospitalares, bem como a presença de pessoas com fins de agenciamentos ou venda de produtos funerários nas dependências de estabelecimentos públicos. Prevendo ainda punição a agentes públicos de saúde que realizarem indevidamente a comunicação do óbito as funerárias.

Após um amplo debate que ali foi conduzido, ficou definido o cumprimento na integra das leis vigentes garantindo assim o poder de decisão da família pela funerária de preferência. Os conselheiros de saúde Chico Berto e Neir de Carvalho destacaram que a intenção das medidas não é atrapalhar os trabalhos das funerárias, mas sim garantir a realização de serviços com qualidade, respeito e profissionalismo.

Fonte: http://www.jaruonline.com.br

terça-feira, 22 de novembro de 2011

LIERTE QUESTIONA NEGATIVA DE DEBATE SOBRE A FUTURA SITUAÇÃO DOS CEMITÉRIOS DE GV

Derrubado pelo bloco governista da Câmara Municipal o pedido de audiência pública para discutir a privatização dos cemitérios de Governador Valadares e região. O requerimento solicitando a audiência, apresentado pelo vereador Lierte Júnior (PMN), ganhou força de outras autoridades locais, como o promotor de Justiça Leonardo Valadares Cabral, os proprietários de Funerárias Eres Gonzaga de Souza e Douglas Rodrigues Silva e o administrador do Cemitério Memorial Park Adilson Ferreira da Silva entre outros que, por meio de ofício, demonstraram interesse no assunto.


O requerimento solicitando a audiência é de autoria do vereador Lierte Júnior (PMN

O vereador Lierte, embasado pelos questionamentos levantados pelo promotor de justiça, indaga sobre os motivos que justificam o longo prazo (25 anos) para a concessão de exploração dos serviços públicos de administração funerária e dos cemitérios públicos do distrito sede do município de Governador Valadares, conforme Projeto de Lei 055/2011. “Existe uma contradição entre o projeto (que está aqui desde 6 de julho) e o próprio governo. Gostaríamos de discutir o assunto e saber, por exemplo, por que os cemitérios dos distritos foram excluídos. Por que a privatização? Eu serei um jovem de quase 60 anos e a lei ainda estará em vigor. É imoral não abrir este debate para a população valadarense”, protestou Lierte Júnior.

Fonte: http://www.camaragv.mg.gov.br

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

CASAL FLAGRADO FAZENDO SEXO EM CAIXÃO

Um casal foi flagrado por câmeras fazendo sexo dentro de um caixão na China.

Imagens do ato sexual foram divulgadas por vários sites de notícias locais.

Nelas, o casal aparece se despindo e se beijando ao lado do caixão.

Em seguida, a dupla entra no ataúde e mantém relações sexuais. No final, eles
se vestem e vão embora.

Fonte: G1


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

AGENTES FUNERÁRIOS PROIBIDOS DE ASSEDIAR FAMÍLIAS

Portaria do procurador geral do município proíbe a presença de agentes funerários dentro de hospitais




A prática vinha sendo rotineira em Teixeira de Freitas, já que quando o cidadão procurava os hospitais da cidade acompanhando algum familiar ou amigo em estado grave, a primeira presença a ser notada, era de agentes funerários, que a todo o custo tentavam vender caixões.

O problema é tão grave que o procurador geral do município Rogério dos Santos Soares, baixou uma portaria proibindo a presença desses agentes funerários no interior dos hospitais e demais repartições municipais de saúde. Trata-se da portaria 007/2011, que está em vigor desde o dia 08 de julho.

A portaria ainda diz no artigo primeiro, que fica proibida a presença de prepostos de funerárias, e o agenciamento de serviços funerários nos estabelecimentos públicos de saúde, e nas unidades médico-legais do município, ou mesmo nas suas dependências, como pátios, estacionamentos e afins.

No Departamento de Policia Técnica, para conter o assédio de agentes funerários, o coordenador do DPT, Manuel Gomes Garrido, determinou o sistema de rodízio entre as funerárias.

Outro assunto que vem à tona neste momento, é a competência do procurador do município, para baixar a referida norma administrativa, uma vez que segundo entendimento de profissionais do direito, que foram ouvidos por nossa reportagem, deveria ter sido baixada pelo prefeito Apparecido Staut. De qualquer forma, mesmo diante da proibição, muitas famílias dizem que o assédio continua acontecendo, mesmo que de forma mais discreta.

Fonte: teixeiranews.com.br

LOUCO POR CADÁVERES

Tem louco pra tudo!

Moscou (Rússia) - A polícia russa prendeu um homem depois de descobrir que ele tinha pelo menos 20 cadáveres de mulheres escondidos em seu apartamento. As autoridades acreditam que o historiador Anatoly Moskvin, 45 anos, invadia cemitérios durante a noite para desenterrar os corpos e depois vesti-los em seu apartamento.


"Os investigadores detiveram um morador de Nizhny Novgorod e encontraram mais de 20 corpos. Ele aparentemente os desenterrava e levava para casa", disse o assessor da polícia ao jornal russo lifenews.

Fotos tiradas pela publicação indicam que os cadáveres - todos pertencentes a mulheres que morreram entre 15 a 25 anos - estavam vestidos e enfeitados como se fossem bonecas.

Corpos foram vestidos como se fossem bonecas
Algumas fontes indicam que pelo menos 26 cadáveres foram encontrados na residência do Moskvin. Em um dos quartos da casa foram achadas várias bonecas de porcelana ao lado de corpos montados com roupas parecidas com as dos brinquedos.

Moskvin, que fala 13 idiomas, é considerado um gênio sendo bem conhecido localmente por seu fascínio com o oculto. Ele chegou a escrever um livro sobre os cemitérios da região, tendo visitado mais de 750 deles em toda Rússia.

A polícia foi alertada para a acumulo de cadáveres humanos pelos pais de Moskvin, que vivem no apartamento de Nizhny Novgorod com seu filho e descobriram os corpos ao voltarem de férias.

Fonte: O Dia Online

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

POLICIA FEDERAL INTERCEPTA AVIÃO COLIDINDO COM ELE



Essa ação foi porretaaaaaaa!!!!

Bom saber que temos pessoas que agem de forma acertada e menos arriscada ao tratar com bandidos.
Parabéns aos agentes da Polícia Federal em especial ao motorista.
Cana nos traficantes.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

OAB EXIGE INVESTIGAÇÀO PARA IDENTIFICAR ESCRITORIOS QUE ABORDAM PARENTES DE MORTOS

Publicação: 02/11/2011 06:00 Atualização: 02/11/2011 07:22

OAB pede ajuda à polícia para identificar escritórios que abordam parentes de mortos e tentam intermediar liberação do Dpvat. "É criminoso e antiético", diz presidente da ordem em Minas.



Flagras em BH: na porta do Hospital João XxIII, mulher entrega cartões de empresa que cobra para liberar o Dpvat

Os escritórios de advocacia que enviam funcionários para espreitar clientes na porta dos prontos-socorros e do Instituto Médico Legal (IML), se valendo do desespero de quem perdeu um familiar para abocanhar parte do seguro de danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre (DPVAT), estão na mira da Ordem dos Advogados do Brasil Minas (OAB-MG). Segundo o presidente da entidade, Luís Claudio Chaves, a prática de “laçadores”, como ele descreve, é criminosa, pois envolve fraude de documentos, falsidade ideológica, formação de quadrilha, exercício ilegal de atividade e constrangimento ilegal, além de ser antiética. “A OAB repudia isso. Vou pedir pessoalmente ao chefe da Polícia Civil que investigue e nos ajude a identificar esses supostos advogados para que cessem com a atividade ilegal”, afirma.


Desde o domingo, o Estado de Minas mostra como age em Belo Horizonte uma indústria macabra que lucra com a morte e a dor das famílias. Os esquemas contam com o disfarce de algumas funerárias em hospitais e participação, segundo trabalhadores do setor e parentes de mortos, de policiais e até médicos. No caso dos laçadores, a OAB informa que desconhecia a sua atuação nos hospitais e no IML. “Eles eram mais comuns na Justiça do Trabalho, oferecendo serviços para quem ia se queixar das relações trabalhistas. O advogado não pode oferecer seus serviços. Ele tem de ser procurado”, disse. As sanções disciplinares por ferir a ética da profissão vão de advertência, suspensão a exclusão. Se forem constatados os crimes de fraude, falsidade ideológica, formação de quadrilha, exercício ilegal de atividade profissional e constrangimento ilegal, as penas são de reclusão de quatro a 15 anos.

Chaves ainda alerta para a possibilidade de esses agentes não serem advogados de verdade. “Qualquer pessoa pode receber o DPVAT. Não precisa ser advogado. O que esses escritórios fazem é receber procurações dos parentes de vítimas, cobrando uma porcentagem dessas pessoas”, conta. Na segunda-feira, a reportagem do EM mostrou como agem os laçadores da porta do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. Eles ficam perambulando discretamente entre os feridos que entram na recepção. Quando veem alguém triste comentando sobre acidente de trânsito entregam um panfleto e um cartão no qual oferecem ajuda a resgatar o seguro DPVAT.

No escritório, no Centro, funcionários propõem até adiantar parte do dinheiro

No escritório, no Centro, funcionários propõem até adiantar parte do dinheiro

Se a vítima tiver morrido, o interesse aumenta e os laçadores começam um trabalho intenso de convencimento. “O seguro é de R$ 13.500 para o caso de morte. A gente pode ajudar também com a funerária e a conseguir adiantar parte do dinheiro se vocês não tiverem”, disse uma mulher que oferecia o serviço. Seguindo até o escritório, na Rua dos Tamoios, no Centro de Belo Horizonte, até o porteiro sabe sobre as atividades dos advogados. “É o escritório do DPVAT, não é?” Numa das salas do estabelecimento os supostos advogados descrevem o serviço, que implica um custo de 30% sobre o valor bruto do seguro. “Vamos precisar de alguns documentos de vocês. Vamos primeiro conseguir mais dados sobre os mortos com o hospital e com a polícia”, disse o homem que se identificou como gerente do escritório, revelando que eles têm informantes dentro das duas instituições.

Denúncias Ontem, o delegado Wagner Pinto, chefe da Divisão de Crimes contra a Vida da Polícia Civil, fez um pedido às pessoas que foram abordadas por policiais do transporte de corpos ao IML para que denunciem aqueles que oferecerem desviar o corpo para as funerárias. Ao EM, a família do rapaz Marcos Vinícius, de 30, assassinado na manhã de anteontem, garantiu ter sido abordada não só por funcionários da Funerária Santa Casa no Hospital Odilon Behrens, mas também por um policial civil do rabecão. “Ele disse que iria arrumar um plano espetacular para a gente. Aí minha filha desconfiou e disse que não precisava. Ele já ganha para ser policial, não pode oferecer serviço funerário”, reclamou Maria do Rosário, mãe de Marcos Vinícius.

O assédio de um agente de funerária nas instalações do Hospital Odilon Behrens, foi o suficiente para fazer com que a depiladora Viviane Benedita Santos, de 25 anos, esquecesse do plano funerário da mãe dela, que morreu anteontem no hospital. “Fomos abordados por um funcionário da funerária que já foi nos falando em preços de velórios, nos mostrando um catálogo com caixões e coroas de flores. Ficamos tão abafados que não lembramos do plano”. O esquecimento custou R$ 1.080. O Odilon Behrens informou que os parentes foram alertados de que não há exclusividade do serviço funerário na instituição e que policiais não têm permissão para oferecer serviços nas suas dependências. Procurada, a Santa Casa não se retornou os contatos.

Repercussão

Leitores comentam no em.com.br

Onde anda o Ministério Público que não atua com dedicação nestes casos?
Flávio Edmundo

Na capital a coisa é séria, basta comparecer a hospitais ou até ao IML.
Rui Honorato Silva

Isso sempre existiu, só não vê quem não quer.
Renato Sérgio Simim

EXTORSÃO DE FUNERÁRIAS PODE SER EVITADA.

Defensoria Pública recomenda a parentes de mortos que fujam da ação de agentes de indústria macabra que invadem os hospitais, funerárias e repartições públicas para comercializar funerais.
Eles agem justamente no momento de desespero, quando o cliente nada mais pode fazer para salvar a vida da pessoa que ama e, ao mesmo tempo, precisa tomar frente de toda a burocracia que envolve um funeral. É este o trabalho dos integrantes de uma indústria macabra que se instalou em Belo Horizonte permeando hospitais, funerárias e subornando policiais, médicos, enfermeiros, como mostram desde domingo reportagens do Estado de Minas. A insistência e a pressão psicológica, que beira até a truculência, têm como aliada a pouca informação sobre trâmites legais e normais desses processos. “A melhor defesa é a prevenção. As pessoas podem procurar a Defensoria Pública, ligar para a prefeitura e para o Instituto Médico Legal (IML) para saber ao certo quais passos precisam ser dados”, aconselha o defensor Frederico de Sousa Saraiva, da 10ª Defensoria Civil da capital, membro do núcleo de atuação extrajudicial.
 
No caso do esquema de liberação do seguro Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), o assédio começa na porta do hospital ou do IML. Agentes de escritórios ou de funerárias abordam parentes de pessoa falecida, visivelmente abalados, e oferece ajuda para liberar o seguro por uma taxa que vai de 20% a 30% do valor bruto, que no caso de morte chega a R$ 13,5 mil. “As pessoas acabam aceitando naquele momento de dor, mas o correto é que peçam diretamente a liberação, pois é de graça e não necessita de advogados”, afirma o defensor.
 
Além da perda desse dinheiro, o uso de intermediários no processo de liberação do DPVAT pode terminar no endividamento da pessoa que seria beneficiária. “Já houve casos em que o escritório adiantou R$ 10 mil para a pessoa. Só que, na hora de receber o DPVAT, a pessoa perdeu o direito e os advogados foram em cima, cobrando o ressarcimento”, conta Saraiva.

Outro esquema que visa tirar vantagem das pessoas desoladas ocorre dentro dos hospitais. Os médicos e assistentes sociais comunicam a morte aos parentes e mandam as pessoas seguirem para salas de “assistência familiar” ou de “assistência da família”. Ao chegar a esses locais, os parentes do falecido não sabem que estão tratando, na verdade, com funerárias ali instaladas pelos hospitais. Enquanto as pessoas fornecem documentos, que são levados aos médicos para lavrar o atestado de óbito, acabam sendo envolvidos. Pensando ainda tratar com gente da instituição, quando veem, já estão olhando caixões e coroas de flores com preços que chegam a ser até 30% mais caros do que os praticados no mercado.

De acordo com o advogado Diamantino Silva Filho, especialista em direito público, o que as pessoas podem fazer quando perceberem que foram enganadas é registrar uma ocorrência policial. “A vítima deve relatar que o hospital deu acesso ao corpo. Depois, é possível provar que esse era um contrato viciado, que a pessoa foi levada a tomar essa decisão quando estava sem condições. Afinal, esse assédio é uma agressão e toda agressão dá direito a pedido de indenização por dano moral”, afirma Filho.

Intermediação em Montes Claros

O pagamento do seguro DPVAT desperta grande interesse das funerárias no atendimento a vítimas de acidentes em Montes Claros, no Norte de Minas. “Em rodovias federais que cortam o Norte de Minas, morrem em acidentes pessoas de outros estados, como São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. As funerárias têm interesse nesses casos porque podem faturar mais com o embalsamento e o traslado de corpos. Além disso, sabem que terão o pagamento garantido pelo seguro DPVAT”, afirma uma fonte ligada à Polícia Civil.

Ainda conforme a mesma fonte, agentes funerários costumam intermediar o recebimento do DPVAT, no valor de R$ 13,5 mil em caso de morte. "O que ocorre é que o agente da funerária procura alguém da família e pede para assinar um documento, transferindo poderes ao agente para receber o seguro. Quando recebe, desconta o valor do serviço funeral, fixando o preço que lhe convém, e repassa o restante para a família", afirma policial, que pediu para não ser identificado, temendo represálias.

No entanto, as funerárias negam qualquer tipo de pressão junto às famílias ou cobrança a mais por causa do pagamento do DPVAT. “A única coisa que a gente faz é um acordo com a família, possibilitando que o pagamento possa ser feito depois da liberação do seguro”, diz o dono de uma funerária de Montes Claros.

O delegado regional de Montes Claros, José Messias Sales, diz desconhecer qualquer intermediação do seguro DPVAT por parte de empresas funerárias na cidade. “A Polícia Civil abriu alguns inquéritos para apurar a intermediação do seguro DPVAT, mas nenhum caso envolve funerária”, diz o delegado.

Preços pela hora da morte

Os relatos se repetem dia após dia nos velórios da capital. Sem saber que lidavam com agentes funerários em vez de funcionários de hospitais, parentes de mortos, que buscam apenas liberar um corpo, são convencidos a pagar caro por urnas funerárias, coroas, velas e até trajes para o falecido. Quem não aceita pode ser submetido a mais sofrimento. “Deixaram-nos esperando nove horas até a liberação do corpo, sumiram com documentos do meu irmão e fizeram terrorismo, dizendo que o corpo dele estava apodrecendo e que era melhor resolver isso logo, com eles mesmo”, diz o motorista Roselito Pedra, de 51 anos, que conseguiu resistir e usar apenas os serviços que escolheu. Assim a série Morte S/A do Estado de Minas começou a mostrar, domingo, como funciona o mercado que lucra com a morte.

A questão, no entanto, não se resume aos hospitais. Agentes públicos, como motoristas do Instituto Médico Legal (IML), apareceram no centro das denúncias de que recebem propina para desviar para mesas funerárias corpos que deveriam seguir para o instituto. “Na Grande BH, há quatro funerárias que pagam ‘salário’ de R$ 1,5 mil para alguns policiais do rabecão. Eles levam ainda participação de 20% sobre cada morto que tiver o enterro feito pela funerária”, afirmou um dos captadores de funerárias no IML.

Um dos tesouros dessa indústria é o DPVAT, um dinheiro certo que as vítimas de acidentes recebem e que encanta escritórios de advocacia, que chegam a contratar pessoas só para assediar parentes de vítimas em prontos-socorros. Faturam de 20% a 30% de valores do seguro, às vezes em conluio com funerárias, além dos custos dos funerais. (MP)

Abutres hermanos

A exploração inescrupulosa do milionário mercado de seguros para vítimas de acidentes é o foco de um filme argentino que teve boa bilheteria no Brasil e fez sucesso no país vizinho. Dirigido por Pablo Trapero, Abutres (Carancho), de 2010, mistura drama e suspense. É estrelado por Ricardo Darín, astro do momento do cinema argentino. Com uma atuação excepcional, ele é Sosa, um advogado especialista em acidentes de trânsito que vive atrás de possíveis clientes, sem se preocupar com o sofrimento alheio. Sempre se apresenta como funcionário de uma fundação que supostamente ajuda vítimas, mas que não passa de fachada para a ação criminosa. Corrompe funcionários de hospitais, peritos e testemunhas para ter acesso a informações estratégicas, além de fazer conchavos com seguradoras e juízes. O filme teve tanta repercussão que levou o congresso argentino a iniciar debates sobre mudanças na legislação.

FONTE: http://www.em.com.br/

Informação da FUNERÁRIA GONZAGA:

Em nosso site www.funerariagonzaga.com.br temos a seguinte informação:

Acidentes de Transito com Vítima Fatal – Desde que envolva veículo (mesmo que este não seja identificado), a família tem direito a indenização para cada pessoa falecida, independente de culpa, sem necessidade de se acionar advogado.


Em casos de Invalidez Permanente provocada por acidentes de trânsito, a família também tem direito a indenizações.
Se o acidentado teve atendimento em hospital particular, clínicas e afins, gerando despesas com médicos, medicamentos, reabilitações, etc, este tem direito a reembolso até um determinado valor, desde que comprovadas essas despesas com notas fiscais.

Para informações complementares sobre indenizações de acidentes de trânsito, a família deve sempre procurar o SINCOR - CENTRAL DPVAT: 0800310202, ou suas delegacias regionais.


Em Governador Valadares, a própria delegacia monta o processo, acompanha-o passo-a-passo, comunicando à família o seu resultado assim que concluído. A Delegacia Regional do Leste de Minas, situa-se à R. Marechal Floriano, 2042 – Tel: 3221-3273 – E-mail: del.gvaladares@sincormg.com.br

E mais importante: Caso os familiares procurem a Delegacia Regional Do Leste de Minas, o pagamento sai direto para a conta dos mesmos, evitando assim os atravessadores.