Os hotéis mais insólitos de sempre
Em locais inesperados, com decorações insólitas ou com camas pouco convencionais que nem disso podem ser chamadas: há hotéis
para todos os gostos
Sempre se questionou como seria dormir dentro de um caixão, no topo de uma montanha ou numa caverna? Agora pode descobrir.
Há hotéis que, mais do que um alojamento, são verdadeiras experiências.
Começamos
com o Treebones Resort, em Big
Sur, Califórnia, onde pode dormir numa
tenda ou cabana tribal, no topo de um penhasco, sob as estrelas. Apesar
do aspecto
primitivo, estes quartos têm chão de
madeira, camas
queen size e portas que dão para terraços com vista sobre o oceano.
O hotel tem piscina aquecida, sushi bar ao ar livre e sessões gratuitas de ioga matinal.
No
Propeller Island City
Lodge, em Berlim, na Alemanha, não há
dois quartos iguais e cada um é mais estranho que o outro. No número 31,
é provável
que sinta alguns arrepios e dificuldade
em adormecer: em vez de camas, este quartinho acolhedor tem caixões. O
número 11 tem
chão inclinado, a cama fica suspensa no
meio do ar e a mesa e cadeira estão enviesadas. Há também um quarto que
é uma cela
de prisão. Gostos não se discutem.
O Harlingen Harbour Crane, na Holanda, permite-lhe pernoitar numa velha casa de
máquinas, no porto, transformada numa
penthouse.
Um pequeno lance de escadas leva os únicos hóspedes do hotel à cabine,
onde pode ajustar a direcção do
«quarto» de forma a obter uma vista panorâmica do porto de 360º.
No
Jumbo Stay, em
Estocolmo, na Suécia, pode dormir num
Boeing 767 convertido em hotel. Mas nada de bancos apertados e cadeiras
desconfortáveis.
Totalmente remodelado e à prova de som,
este avião tem café, bar, quartos privados, dormitórios e uma suite de
luxo no cockpit.
No Verão, os hóspedes podem caminhar na
plataforma de observação, sobre a asa esquerda, para contemplar os
aviões a fazer
manobras nas pistas do aeroporto, ali
ao lado.
No Kennedy School, em Portland, Oregon, os quartos vêm
com acesso
livre ao cine-teatro, no antigo
auditório da escola. O estabelecimento, datado de 1915, foi reconvertido
em hotel em 1997.
As salas de aula são agora quartos de
hóspedes e apenas os quadros de ardósia foram preservados. Os hóspedes
podem beber uma
cerveja, imagine, na antiga casa de
banho das raparigas.
No Kokopelli's Cave Bed & Breakfast, em
Farmington, Novo
México, a estadia promete ser original.
Os hóspedes têm de escalar escadas de pedra, esculpidas numa encosta
perto do Mesa
Verde National Monument, e depois
descer uma escada, para chegar ao interior deste hotel, que é uma
caverna, 100 metros acima
do rio La Plata. Os hóspedes têm de
assinar um termo de responsabilidade antes e tudo. Mas pode valer a
pena: apesar de manter
o traço original, este hotel oferece
pequenos luxos, como uma cachoeira para tomar um duche exótico e uma
banheira quente
esculpida na pedra.
Já no Hotel
De Glace, um tradicional hotel de gelo no Quebeque, Canadá, a
temperatura nunca ultrapassa
os 27 º, mas os hóspedes podem aquecer
na sauna ao ar livre e dormir em sacos-cama polares, em cima de colchões
assentes em
blocos de gelo. O hotel recomenda
incluir na bagagem um chapéu, cachecol, luvas e botas.
Ao
contrário de alguns dos
anteriores hotéis, o Dasparkhotel, em
Bottrop-Ebel And Ottensheim, Áustria, está longe de ser de luxo. Este é
um hotel em
que os hóspedes pagam o que entenderem,
e dormem em tubos de cimento, espalhados pelo parque. O hotel promete
«o máximo conforto
num espaço mínimo», oferencendo cinco
suites com cama de casal, clarabóias, cobertores de lã e sacos-cama.
Café, restaurant
e casa-de-banho, só nas imediações.
Por
fim, ficar no Imperial Boat House Beach Resort, em Koh Samui na
Tailândia,
é quase como naufragar e ir dar a uma
ilha paradisíaca: tradicionais barcos de arroz tailandeses foram
convertidos em quartos
e suítes de luxo nos jardins. Têm dois
andares com quartos de dormir, salas de estar, casas-de-banho e terraços
privados com
vista para o oceano ou para a piscina.